Subiu para duas o número de mortos no ataque a tiros ocorrido na noite de quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, na região do Catumbi, centro do Rio de Janeiro. Um segundo homem, de 24 anos, morreu na tarde desta quinta-feira (19) no Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio.
O ataque aconteceu por volta das 21h na Rua Frei Caneca, um dos acessos ao Morro da Mineira, área dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP). Segundo testemunhas, ao menos dois criminosos em uma motocicleta, oriundos do Morro do Fallet (controlado pelo Comando Vermelho – CV), invadiram a localidade conhecida como Praça dos Predinhos, onde acontecia um evento de Carnaval com barracas de comida e pula-pula para crianças, e abriram fogo contra os foliões.
Quatro pessoas foram atingidas pelos disparos. A primeira vítima fatal foi identificada como Marcos Vinícius Gomes Marinho, de 37 anos, funcionário de uma das barracas. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, mas não resistiu aos ferimentos.
A pequena Raquel Heloísa Vieira, de 9 anos, foi baleada nas costas e permanece internada em estado grave no Hospital Central da Polícia Militar. O padrasto da criança contou que a família participava de um churrasco no evento. “Ela estava no pula-pula e veio nos ajudar, como sempre fez. Quando começou o tiroteio, ela se escondeu embaixo de uma mesa e, quando se levantou, sem perceber, já estava baleada”.
O barbeiro Henrique Diniz, de 24 anos, foi alvejado no tórax e também foi internado em estado grave, vindo a falecer no dia seguinte. Uma quarta vítima, atingida em uma das pernas, já recebeu alta médica.
Imagens de câmeras de segurança que circularam nas redes sociais mostram o momento de pânico. É possível ver uma mulher correndo desesperadamente para retirar um bebê que dormia em um carrinho da linha de tiro de um dos atiradores, enquanto outras pessoas se jogam no chão para se proteger.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o caso e realiza diligências para identificar os autores do ataque. O policiamento na região central foi reforçado por equipes do 4º BPM (São Cristóvão). Até o momento, ninguém foi preso.





















Num lugar desses as pessoas acham que podem ter vida social ainda. Pqp…
Se estivessem dentro de casa será que morria?