PMs que atiraram pelas costas de suspeito de duplo homicídio são presos em Anastácio (MS)

Imagens de câmeras de segurança contradisseram a versão policial de confronto e resultaram na prisão temporária de dois agentes da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul. Os policiais foram acusados de executar Wellington dos Santos Vieira, de 27 anos, conhecido como “Bola”, na madrugada do dia 31 de março, no município de Anastácio. Eles foram encaminhados ao Presídio Militar Estadual e permanecem à disposição da Justiça.

O caso começou quando o casal Maria Clair Luzni, de 46 anos, e Vilson Fernandes Cabral, de 50 anos, foi encontrado morto dentro da própria casa no dia 28 de março. A filha do casal, Maria de Fátima Luzni Fernandes, de 26 anos, foi presa sob suspeita de ter encomendado o assassinato dos pais. “Bola” foi apontado como um dos executores.

Na madrugada de 31 de março, policiais da Força Tática localizaram Wellington no bairro Cristo Rei. A versão inicial registrada em boletim de ocorrência afirmava que o suspeito teria sacado uma faca e investido contra os agentes, que atiraram em legítima defesa.

Um vídeo de câmera de segurança que circulou nas redes sociais desmentiu a narrativa. As imagens mostram “Bola” correndo a uma certa distância dos policiais e sendo atingido pelas costas, caindo imediatamente. A gravação não mostra qualquer ataque com faca. Após os disparos, os agentes são flagrados caminhando sem prestar socorro. Familiares do rapaz que assistiam à cena foram obrigados a entrar em casa. O corpo de Wellington foi levado ao hospital, onde a morte foi confirmada.

David Vareiro Machado, outro suspeito de participar da execução do casal, foi encontrado morto. Investigações apontam que Wendebrson Haly Matos da Silva, companheiro de Maria de Fátima, matou David por desacordo comercial. O mandante segue foragido. O Ministério Público do Mato Grosso do Sul também investiga o caso.

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