Na madrugada do Dia do Trabalhador (1° de maio de 2026), um crime de extrema violência chocou a pacata cidade de Quixeramobim, no sertão central cearense. Uma jovem identificada como Maria Clara foi vítima de uma tentativa de feminicídio que resultou na amputação de suas duas mãos e em múltiplas lesões pelo corpo.
A vítima, atacada com golpes de foice dentro de sua própria residência, foi surpreendida pelo namorado, identificado como Roni (ou Ronivaldo Rocha dos Santos), e pelo irmão dele, Evangelista Rocha dos Santos. De acordo com as investigações, os dois irmãos invadiram a casa da jovem, e enquanto um a agredia brutalmente, o outro impedia que ela fugisse, em uma ação criminosa premeditada e de requintes de crueldade. A jovem teve, além das mãos decepadas, cortes profundos no ombro, perna e cotovelo, e precisou ser socorrida em estado gravíssimo.
Maria Clara foi inicialmente atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada ao Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), em Quixeramobim. Devido à gravidade das mutilações, ela foi transferida com urgência para o Instituto Dr. José Frota (IJF), na capital Fortaleza, referência para casos de alta complexidade. Até o momento, seu estado de saúde não foi atualizado pelas autoridades.
A dupla de irmãos foi presa poucas horas após o crime, em uma força-tarefa das polícias Militar e Civil do Estado do Ceará. Evangelista foi o primeiro a ser capturado, ainda na manhã de sexta-feira, e em sua posse foi apreendida a foice usada no ataque. O suposto namorado da vítima, Roni, que é irmão de Evangelista, tentou fugir e se esconder na localidade de Cajazeiro, no município de Madalena, mas também foi localizado e preso. Os dois permanecem à disposição da Justiça e devem responder pelo crime de tentativa de feminicídio com agravantes de crueldade.
O caso gerou grande comoção e revolta na população de Quixeramobim e foi repudiado veementemente por autoridades do estado. Em suas redes sociais, o governador do Ceará, Elmano de Freitas, classificou o crime como “bárbaro” e parabenizou a ação célere das forças de segurança.
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer a motivação e todas as circunstâncias do crime brutal. O crime chocou o país e foi amplamente repercutido pela imprensa nacional e internacional.























