Um crime brutal chocou a cidade de Maceió na noite da última segunda-feira, 6 de julho de 2026. O corpo de Peterson Ykaro Gomes Cardoso, de apenas 6 anos, foi encontrado em um terreno baldio tomado pelo mato na Avenida José Moura Rocha, no bairro Cidade Universitária, na parte alta da capital alagoana.
A principal linha de investigação aponta que a criança foi vítima de abuso sexual antes de ser assassinada. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que Peterson tenha sido morto por asfixia, embora a causa exata ainda dependa do laudo do Instituto Médico Legal (IML).
O principal suspeito do crime é o tio-avô da vítima, Emanuel Vicente, de 46 anos. Segundo a Polícia Militar, os pais da criança são divorciados. Peterson havia passado o fim de semana com o pai, o militar da reserva Edílson Cupertino Cardoso. Na segunda-feira (6), ao tentar devolver o filho à mãe, Érika Santos Gomes da Silva, o pai não a encontrou em casa, pois ela ainda estava no trabalho. Diante disso, decidiu deixar a criança sob os cuidados dos tios-avós maternos.
Ao chegar em casa, a mãe não encontrou o filho e não conseguiu contato com os parentes. Familiares iniciaram buscas e testemunhas relataram ter visto Peterson caminhando de mãos dadas com um homem em direção ao terreno baldio. O corpo foi encontrado por um familiar por volta das 21h30.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Emanuel Vicente caminha com o menino pelo terreno baldio onde horas depois a vítima foi encontrada morta. No vídeo, Emanuel anda na frente, enquanto Peter corre para alcançá-lo. Em um momento, a criança chega a cair, mas se levanta e continua a acompanhar o tio-avô. Minutos depois, o suspeito é visto retornando sozinho, usando boné, mochila e carregando duas sacolas amarelas.
O celular de Emanuel foi encontrado ao lado do corpo da criança e foi apreendido para perícia.
Emanuel Vicente foi preso na manhã da última terça-feira, 7 de julho, no município de Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió. Durante depoimento, ele negou o crime e disse não se lembrar do ocorrido.
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), segue investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias da morte de Peterson Ykaro.


























