O ano de 2026 tem sido marcado por denúncias de extrema violência na região leste da República Democrática do Congo (RDC), onde grupos armados estatais e rebeldes são acusados de cometer crimes sistemáticos. A brutalidade dos ataques tem incluído atos de canibalismo, e vídeos mostrando essas atrocidades têm circulado em redes sociais, gerando grande comoção.
Relatos colhidos por organizações de defesa dos direitos humanos indicam que, desde o início de 2026, houve um aumento na frequência e na crueldade desses episódios. A perseguição étnica é apontada como uma das principais causas, com milícias ligadas ao governo atacando as comunidades Tutsi e Banyamulenge no Kivu do Sul e do Norte. Em fevereiro de 2026, o porta-voz da milícia M23, Lawrence Kanyuka, confirmou que “dezenas de linchamentos e atos de canibalismo foram perpetrados na RDC nos últimos dois anos”. Em 5 de maio de 2026, a Anistia Internacional divulgou um relatório condenando os crimes de guerra cometidos pelo grupo ADF na região.
Em meio a esse cenário de violência generalizada, começaram a circular vídeos documentando os crimes. Um desses materiais, intitulado “Cannibal Party In Congo” e descrito por espectadores como “Lovely people”, exibe cenas de extrema brutalidade, com milicianos praticando atos de canibalismo. A autenticidade do vídeo, embora difícil de verificar de forma independente, é reforçada por relatos de que evidências em vídeo do canibalismo estão circulando nas redes sociais. Um artigo publicado em 11 de abril de 2026 afirma que “evidências em vídeo do canibalismo circularam nas redes sociais, mas o mundo mal reagiu”.
A circulação desse tipo de conteúdo reforça a gravidade da crise humanitária no leste do Congo e acende um alerta sobre a desumanização nos conflitos armados da região. A comunidade internacional ainda não tomou medidas efetivas para deter essa escalada de violência.




















