Moradores da Zona Sul de Porto Alegre protestaram na noite de terça-feira (14) para pedir justiça pela morte de Josias Rodrigues Vicente, de 33 anos, baleado durante uma operação da Brigada Militar. Familiares e amigos contestam a versão policial e afirmam que ele não estava armado e não tinha envolvimento com o crime. Imagens registradas no fim da tarde de segunda-feira (13) mostram o homem subindo uma rua a pé; quando ele sai do alcance da câmera, são ouvidos disparos.
O tiroteio ocorreu na noite de segunda-feira (13) na Vila Buraco Quente, no bairro Santa Tereza, durante um patrulhamento do 1º Batalhão de Polícia de Choque (1º BPChq). Segundo a Brigada Militar, equipes faziam a prevenção e repressão a crimes violentos quando teriam avistado pessoas armadas. A corporação afirma que um dos suspeitos teria atirado contra os agentes, que revidaram.
O irmão da vítima, Jeremias Rodrigues Vicente, afirma que Josias era carpinteiro, gesseiro e não tinha envolvimento com o crime. “Eu conheço meu irmão, e ele não estava armado. Ele não estava. Ele é inocente”, declarou. Uma mulher que passava pelo local com o filho pequeno também foi baleada e encaminhada ao Hospital de Pronto Socorro (HPS). A Brigada Militar informou que apreendeu uma pistola calibre 9 mm com um carregador e nove munições intactas.
Na terça-feira (14), familiares e vizinhos fecharam ruas em protesto, cobrando investigação sobre a ação. O velório de Josias ocorreu no Cemitério Santa Casa. A Delegacia de Homicídios de Porto Alegre investiga o caso. A Brigada Militar informou que abriu procedimento interno para apurar as circunstâncias do confronto. Os policiais envolvidos na operação não utilizam câmeras corporais.



















